PADRE ROMUALDO: SERVIDOR DE DEUS E DO POVO
https://doi.org/10.52451/qyef7745
Recebido em: 28 de março de 2025.
Aprovado em: 25 de junho de 2025.
Rogério Luiz Zanini
Doutor e Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUC/RS. Especialista em Metodologia Pastoral pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões - URI. Graduado em Teologia pelo Instituto de Teologia e Pastoral (Itepa) e em História pela Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC. Professor da Faculdade de Teologia e Ciências Humanas de Passo Fundo. E-mail: zaninipastoral@hotmail.com; Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8771-3799
A resenha versa sobre o livro “PADRE ROMUALDO: Servidor de Deus e do Povo”, organizado pelos autores: Padre Rogério L. Zanini; Noêmia F. Lopes da Silva Debastiani; Padre Alcido Luiz Kunzler; Padre Anélio Antônio Cantoni; Padre Ivo Pedro Oro; Padre Sérgio Melz; Luís Paulo Shimiit e publicado pela gráfica Pallotti/RS no ano de 2025, com total de 272 páginas.
Este livro nasceu com o objetivo de retomar o legado e o testemunho de um Padre que esteve no início da criação da Diocese de Chapecó em 1958, e foi determinante na caminhada histórica e eclesial. Nas palavras do Arcebispo Dom Odelir: “no anonimato, como João Batista, Padre Romualdo, conseguiu anunciar, fazer crescer o encantamento por Jesus Cristo no coração de muitas pessoas. Com seu jeito simples e com um testemunho autêntico do Evangelho passou entre nós fazendo o bem” (Zanini et.al, p.8) Na sequência, chama atenção para a perspectiva eclesiológica deste Padre que foi quem primeirou na construção de muitas frentes de evangelização da pastoral da Diocese.
É importante destacar também a dimensão do modelo de Igreja que o Padre Romualdo ajudou a construir ao longo de sua caminhada como presbítero da Igreja diocesana. Participou e ajudou a construir um novo rosto de Igreja, uma Igreja Povo de Deus e Sinodal, segundo o apelo de renovação impulsionado pelo Concílio Vaticano II. Portanto, nas últimas décadas, Padre Romualdo foi decisivo na organização e na linha eclesiológica da Igreja diocesana (Zanini et.al, p.8).
O Padre Romualdo Zimmer fez sua páscoa no dia 20 de fevereiro de 2019, com 88 anos de idade. Foi ordenado em 1958 e assumiu a missão de secretário-geral da Cúria Prelazia de Palmas/PR. Foi assistente espiritual no Seminário da Prelazia e vigário cooperador na Paróquia Senhor Bom Jesus da Coluna, de Palmas. Padre Romualdo foi o primeiro Padre diocesano da nova Diocese de Chapecó, assumindo como secretário da Cúria Diocesana em 1960. De 1966 a 1969, exerceu o serviço de vigário da Catedral Santo Antônio, de Chapecó, e coordenador de pastoral. Em 9 de março de 1969, assumiu a missão de pároco da Catedral de Chapecó, exercendo esse serviço até início de 1980. Neste ano, foi transferido como pároco na Paróquia de Xanxerê, onde ficou até 1990. De 1990 a janeiro de 2008, foi pároco na Paróquia de São José do Cedro. Em 17 de fevereiro de 2008, deixou de ser pároco, mas continuou sua missão como vigário paroquial, contribuindo também com assessorias para encontros de formação pastoral em outras paróquias e em nível diocesano até sua páscoa no dia 20 de fevereiro de 2019.
Sua opção firme pelo evangelho fez deste Padre uma referência para a caminhada da Diocese, sendo considerado um pilar fundamental da Igreja particular de Chapecó. O seu testemunho de vida e opção pelos pobres continua como semente de mostarda alimentando a mística e a espiritualidade de muitas lideranças cristãs hoje. É bom lembrar que seu testemunho é significativo não somente para as pessoas ligadas às comunidades católicas, mas também uma referência para pessoas de diferentes setores da sociedade civil. São pessoas que viram no Padre Romualdo um sinal de Deus; alguém comprometido com a causa do reino de Deus e sua justiça (Mt 6,33).
Foi, sobretudo, sua mística, sua popularidade e reconhecimento público que motivou o surgimento deste livro. Homem simples, sempre atualizado e esperançoso, com amor profundo ao evangelho fizeram dele uma testemunha ocular de uma eclesiologia impulsionada pelos bons ventos do Concílio Vaticano II e as Conferências do Celam, com a marca da participação, da ministerialidade, da comunhão, da vivência do batismo, e a da missão, como identidade da Igreja Católica.
É no bojo da importância testemunhal que esta publicação vem a público, no sentido de uma homenagem-compromisso com seu legado de pessoa-humana exemplar para as comunidades cristãs.
O livro intitulado “Padre Romualdo: servidor de Deus e do Povo”, está organizado em quatro grandes partes. Na primeira parte, os autores priorizam alguns aspectos da sua rica biografia, contextualizam suas opções eclesiológicas, com destaque à importância e fidelidade ao lema de ordenação presbiteral: “Que Cristo cresça e eu diminua” (Jo 3,30). Contempla de forma primorosa seu primeirar nos trabalhos pastorais da Diocese. Primeirou no trabalho vocacional (clubes vocacionais); no trabalho em equipe (constituindo equipes paroquiais desde os anos 70). Primeirou na descentralização da evangelização, no início de 1970, quando uma equipe, motivada por ele, deixou sua moradia no centro para residir mais perto das comunidades e foi importante para mais tarde a criação das regiões pastorais em Chapecó (hoje são Paróquias). Primeirou na formação de lideranças e, deste empoderamento, fez surgir os diferentes ministérios, a saber: (ministros da palavra e da eucaristia, dos enfermos, do batismo e testemunhas do matrimônio). Primeirou no trabalho incansável com a formação dos conselhos das comunidades, antes diretorias; na criação dos grupos bíblicos – hoje grupos de reflexão (p. 44-50).
Também se investiga, nesta primeira parte, diversas frases, ou expressões que ajudam as pessoas a compreender o alcance da evangelização, através de uma maneira simples e direta utilizada pelo Padre Romualdo. Tudo isso ancorado no legado eclesiológico – visão de Igreja - destacando a sua relação com a recepção do Concílio Vaticano II e das Conferências latino-americanas, com o objetivo de compreender a formação, as mudanças ocorridas na pessoa e na missão de Padre, de modo particular resgatam-se sua fidelidade as opções assumidas e colocadas em prática ao longo de seu ministério. “A compreensão teológica de uma Igreja mais simples, uma Igreja que não se prendesse demais à rigidez litúrgica, ao “rubricismo” (rubricas) e as simples normas da instituição, isso era o que ele perseguia com firmeza e segurança” (p. 60).
Na segunda parte, encontramos um bloco de narrativas de testemunhos de pessoas que conviveram ou trabalharam com o Padre Romualdo. Segundo os organizadores, foi uma opção com o objetivo de evidenciar, através de depoimentos, a importância deste Padre na vida das pessoas e das comunidades em geral. Os leitores e leitoras poderão degustar de uma riqueza grande e diversificada de experiências, vivências profundas e marcantes realizadas por inúmeras pessoas em relação ao Padre Romualdo. A partir dos testemunhos, é possível também responder algumas questões relevantes para conhecer suas opções fundamentais. Qual era sua metodologia de trabalho? Como alimentava sua vida de oração e espiritualidade? Como aparece a dimensão profética em seu ministério? Por que sua insistência no trabalho em equipe e na formação de lideranças onde trabalhou? Quais os “segredos” para a vivência de uma vocação plena e feliz?
Neste sentido, os títulos dados pelas pessoas em seus depoimentos, já oferecem um horizonte do significado e relevância desta pessoa humano-divino para os leitores e leitoras desta obra. “Um grande amigo!” “Nunca ouvimos algo de mal contra sua pessoa”. “Um santo!”. “Mãos abençoadas”. “Pessoa simples e amiga”. “Um farol de alma generosa”. “Um encantador de almas”. “Amigo das famílias e das comunidades”. “Um homem de oração”. “O sábio e prudente”. “Homem de fé, de profecia e de amor pela vida”. “Incentivador de lideranças cristãs”. “Um Peregrino de Esperança”. “Carisma de anunciador da Palavra”. “O convívio com um Pai espiritual”. “Um tesouro que tive a graça de conhecer e de conviver”. “O amor que cura”. “Pessoa simples, iluminada, contemporânea e informada”. “Um padre que deixou muitas marcas”. “Padre ungido por Cristo para evangelizar”. “Padre Romualdo: homem de Deus e homem do Povo”. “Um legado de amor, generosidade e fé” (p. 73-150). Nesta parte, algo muito expressivo é a descrição de 77 páginas de testemunhos das pessoas que conviveram com o Padre Romualdo.
Na terceira parte, encontramos um pouco da riqueza de suas reflexões, elaboradas, reelaboradas e digeridas pelo próprio Padre Romualdo. Esta parte é composta por materiais que deixou organizado no seu computador. Muitas pastas, repletas de textos, de esquemas e subsídios que trabalhavam na formação com as lideranças. São evidências que testemunham sua preocupação com a formação pessoal - homem sempre atualizado - e uma formação profunda e incansável – com o objetivo da formação pessoal e da evangelização do povo de Deus.
Na sua curiosidade teologal pós-conciliar se manteve extraordinariamente atualizado pelas “novas” leituras de todos os documentos do Concílio Vaticano II. Entre o clero da diocese no seu tempo, não se tem dúvidas de que foi o melhor e mais profundo conhecedor, talvez não de todos os documentos, mas com certeza os que tratam da compreensão da eclesiologia do Vaticano II. Podemos afirmar que se trata, sim, de um conhecimento teórico, formal e acadêmico, mas principalmente de clareza na implantação de uma eclesiologia de comunhão e participação, que realmente chegue a gerar uma vivência eclesial, de qualidade pós-conciliar (Kunzler apud Zanini, p. 60, 2025).
Suas diferentes reflexões recebem como título: “A riqueza de suas reflexões”. Aqui, também, os temas colocados em reflexão são importantes para pensar a evangelização nos tempos atuais. A Lumem Gentium (Luz dos Povos); a Gaudium et Spes: pistas para uma pastoral urbana; A Igreja do Vaticano II – de 1962/65 até hoje; A história da Igreja da Diocese de Chapecó - nossa Igreja, nossa caminhada; Ministérios: o que são e para que servem?; A importância da comunidade cristã; A vida comunitária: nosso pão de cada dia; A Igreja das Casas; O Ministério da visitação e a comunicação; o Dízimo é questão de amor.
Por fim, na quarta e última parte, o destaque está relacionado em algumas reflexões sobre a palavra de Deus nas celebrações. “Homilias: A Palavra de Deus no chão da vida”. Os autores explicitam a dificuldade de escolher algumas de suas homilias, diante das inúmeras que ficaram registradas em seu computador. “Foi difícil, mas tivemos que escolher, entre suas inúmeras, algumas que podem ajudar os leitores a degustar da sabedoria destas reflexões. A grande contribuição está em sua capacidade mística de relacionar a Palavra de Deus com a realidade, isto é, fé e vida, Bíblia e a vida do povo” (p. 213). Nestas homilias, se percebe como a realidade, o contexto influencia, contribui e determina a leitura/interpretação das Sagradas Escrituras. Material rico para compreender a função da homilia na evangelização.
A partir da leitura deste livro, queremos fazer algumas apreciações críticas que possam ajudar os leitores e leitoras a continuar a refletir sobre a importância desta obra para o povo da Arquidiocese de Chapecó, mas também para o debate eclesiológico, juntamente com o Magistério do Papa Francisco. Por isso, elencamos algumas questões que consideramos relevantes.
O Padre Romualdo se constitui em um pilar da Igreja de Chapecó. Talvez, hoje seria melhor afirmar, uma tenda aberta por sua capacidade de ouvir, dialogar, decidir sinodalmente os processos de evangelização. O Padre Romualdo sempre colocou Jesus de Nazaré no centro de suas falas, bênçãos e pregações. Jesus era o da vida simples, que nasceu de um casal pobre (José e Maria), foi acolhido pelos pobres e perdeu a vida/assassinado por defender a classe dos pobres. Desta experiência com Jesus de Nazaré, surge uma fé madura, fecunda e com a capacidade de fermentar o Evangelho no chão da vida. Assim, este mesmo Padre não tinha medo de anunciar o evangelho do Jesus crucificado – denunciar as injustiças, desmascarar a religião que produz sofrimento e explora as pessoas. Em um dos seus sermões escreveu:
O olhar dos discípulos ao céu é semelhante ao de muitos cristãos de hoje que não consideram a religião como estímulo para comprometer-se de maneira concreta, a fim de melhorar a vida para si e para os outros. E este Deus diz: “Deixai de olhar para o céu”, vós deveis dar provas de vossa fé na presença permanente de Jesus na vida das comunidades. De que modo a nossa comunidade enfrenta os problemas dos dias de hoje: as injustiças econômicas e sociais, os problemas de toda sorte? Só com orações e bênçãos? (p. 215).
É neste caminho que se percebe a importância da profecia – como a dimensão oriunda da fé que empurra a trabalhar para descer das cruzes os pobres crucificados. Destacamos, aqui, o estilo de profeta “modificado” que encontramos em Romualdo. Não dos que gritam pelas praças, mas é aquele que revoluciona a história com trabalho de formiguinha do cotidiano. Não através do magnífico, dos sinais heroicos ou grandes, mas na brisa leve como relata o profeta Elias. Na fragilidade e complexidade como aconteceu com Maria e José, ou mesmo no caminho oculto da maior parte da vida de Jesus. No sopro de Jesus no alto da cruz, que soou quase despercebido para a maioria das pessoas. É assim que a profecia penetra na história e finca suas raízes no coração da sociedade e das pessoas. A força desta profecia no Padre Romualdo era proveniente de dois fios entrelaçados: um fio que se amarrava no amor a Deus-Jesus-Espírito Santo-Maria e o outro fio fixado no povo de Deus.
Como terceira questão relevante, destacamos os testemunhos encontrados neste livro, pois eles nos ajudam a recuperar a força do Evangelho que se faz presente no testemunho de fé dos seguidores e seguidoras de Jesus hoje. Porque na experiência histórica do cristianismo, desde de seu nascimento, o testemunho manteve vivo o amor de Jesus Cristo na história. A fé cristã se mantém viva na tradição histórica por causa das “testemunhas” e não somente pelos “textos/Escrituras”. No entanto, cada vez mais parece justificar-se a afirmação de que se precisa fazer uma evangelização não tanto de textos, mas de testemunhas dos textos. Quem vive a experiência de encontro com Deus, já não consegue permanecer alheio, acomodado, indiferente ao que se precisa atingir e modificar neste mundo pela força do Evangelho. Deste modo, a via testemunhal, num mundo marcado pelo digital, parece ser uma interessante porta de entrada para a evangelização. O texto Sagrado adquire, a partir da experiência, sentido existencial, humano e libertador superando a matriz lógico-conceitual, tão em voga na atualidade.
Neste sentido, retornam em atualidade as palavras de Paulo VI quando dizia, ainda no ano de 1975, que “o homem [ser humano] contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, dizíamos ainda recentemente a um grupo de leigos, ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas” (EN 41- grifos nossos). Recentemente, com o Papa Francisco, também a dimensão do testemunho ganha maior relevância, pois em vários momentos esclarece a importância dos gestos, das atitudes e do modo como se utiliza o remédio da misericórdia na evangelização (EG 47).
Outra questão importante podemos encontrar no título desta obra Padre Romualdo: “servidor de Deus e do povo”. Ora, se, por um lado, sintetiza o legado do Padre Romualdo, como alguém no caminho de santidade, porque “a vida do padre Romualdo é mensagem de santidade”; por outro lado, este legado incomoda os que desejam “uma Igreja em subida” e não em “descida aos infernos” para resgatar e salvar os perdidos e abandonados por mil razões hoje na história. Na profecia do Papa Francisco, os seguidores de Jesus são pessoas com “cheiro de ovelhas”, de “hospital de campanha”, da “pirâmide invertida”, ou da Igreja “poliédrica” que ungida pelo Espírito Santo, seja missionária para evangelizar toda a humanidade, a partir dos último como fez Jesus de Nazaré (Lc 4,18). É nesta direção que os escritos e os testemunhos não deixam dúvida de sua encarnação pastoral e da reflexão crítica na história por onde passou e viveu su ministério.
Para terminar, uma última questão, não menos importante, mas sumamente necessária hoje que era sua capacidade de humanizar as relações. “A Igreja, perita em humanidade”, é uma nomenclatura que já se tornou um patrimônio da linguagem eclesial e eclesiástica, e a sua fonte é a Carta Encíclica do Papa Paulo VI (PP, n. 13). A humanidade busca encontrar nos seres humanos os valores cristãos, como o amor, a compaixão, o perdão e a paz. Lembramos que a reflexão desta obra, ajuda a conhecer uma pessoa perita em humanidade não pelos escritos científicos, que aliás, são raros, mas que passou pela prova do povo de Deus que testemunha sua humanidade. Este também é um apelo profético do Papa Francisco que deseja evangelizadores com Espírito, pessoas simples e humanas, uma Igreja simples e pobre e a serviço dos pobres e sofredores. E, aqui, valeria a pena trazer em cena a bela e incômoda reflexão do teólogo Francisco Taborda quando ao se perguntar pelos desafios que a realidade brasileira apresenta para a vivência do ministério ordenado, elenca cinco. E nesta tipificação está aquela que Taborda chama de “Gentificar” os ministros da Igreja. Precisamente, quer afirmar que não se pode ser nem ministro ordenado nem cristão, sem ser “gente”. “Talvez essa afirmação nos espante: nascemos seres humanos, gerados por outros seres humanos. Como poderíamos não ser gente?”. É fácil, no entanto, encontrar pessoas que não manifestam em suas palavras e ações humanas. São propagadoras de ódio, divulgam notícias falsas (fake news), estabelecem o princípio da força como instrumento de dominação. São, na realidade, bichos, animais selvagens: homo homini lúpus (Taborda, 2024, p. 786).
Aprendemos uma vez mais a seguir o Verbo de Deus, que sem deixar de ser Deus se fez gente. A humanidade não desfaz a nossa identidade, mas pelo contrário, revela que ser humano e ser divino não estão em disputas ou em prejuízo. Deus se “gentificou” em Jesus e seguindo Ele, os cristãos só têm um caminho: gentificar a exemplo de Cristo. Lançar a sorte com Cristo é mergulhar na realidade e fazer dela lugar, manjedoura de salvação e libertação para a humanidade. No Padre Romualdo encontramos um currículo lattes “gentificado” aprovado pela academia do Sensus Fidei. O senso da fé que provém do povo de Deus das comunidades dá testemunho que foi realmente um tesouro vocacional pelo que viveu e, por isso, tem autoridade de propor “uma forma de vida com sabor a Evangelho” (FT 1).
Referências
BÍBLIA de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002.
TABORDA, Francisco. Desafios atuais ao ministério ordenado na realidade do Brasil. REB, Petrópolis, volume 84, número 329, p. 762-793, Set./Dez. 2024.
FRANCISCO. Carta Encíclica Fratelli Tutti: Sobre a fraternidade e a amizade social. São Paulo: Paulinas, 2020.
FRANCISCO. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: Sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. São Paulo: Paulinas, 2013.
ZANINI, Rogério; ORO, Ivo Pedro; CANTONI, Anélio Antônio; MELZ, Sérgio; KUNZLER, Alcido Luiz; DEBASTIANI, Noêmia F. Lopes da S. (org.). Padre Romualdo: servo de Deus e do povo. Chapecó: Pallotti, 2025.