As Irmandades no Brasil
Contribuição para a Igreja, a Sociedade e a Cultura
DOI:
https://doi.org/10.52451/vbp0a290Palabras clave:
Religião, irmandade, devoção, instituição católica, africanidade, resistência, culturaResumen
As Irmandades leigas, especialmente entre os séculos XVI e XIX, constituíram formas centrais de organização religiosa e social no mundo luso-brasileiro. Estruturadas como associações de fiéis, combinavam devoção, assistência mútua e funções de regulação das práticas comunitárias. Como espaços de sociabilidade, articulavam identidades étnicas, profissionais e territoriais, criando mecanismos de pertencimento e prestígio. Entre as populações negras — livres, libertas e escravizadas —, as Irmandades assumiram relevância singular, funcionando como arenas de solidariedade, preservação cultural, mobilidade social e negociação de direitos em uma sociedade profundamente hierarquizada. Para além da dimensão espiritual, exerciam papel assistencial, garantindo sepultamento digno, amparo aos enfermos e proteção social, consolidando-se como instituições essenciais no tecido urbano e religioso do período colonial e imperial.
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